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segunda-feira, 7 de abril de 2008


"Mergulho em tuas lagrimas
Em teus olhos vermelhos
Me afogo em teus soluços
Descubro tua alma
Arranco tuas tristezas
Ganho teus sorrisos
Ando pela corda bamba de seus pensamentos
Caio em sua conciencia
Descurbro seus medos
Faço supera-los
Te ensino a voar
Abro suas asas
Faço vc se sentir mais livre
Durmo teu sono
Descubro teus sonhos
Juntos quebraremos teu relógio
Faremos o tempo parar
Pularemos entre os minutos...
os dias e as noites...
entre o passado e o futuro...
Até encontrar sua eterna felicidade"

sexta-feira, 4 de abril de 2008

E hoje...

Confusa do primeiro grito o ultimo suspiro.
Insana do primeiro passo até o fim do caminho!
O que estamos fazendo aqui parados?
Vamos correr que o tempo não nos espera.
Escrever nossa história par não ter páginas em branco.
Deitar na areia aveludada e contar as estrelas!
Mergulhar entre o sabor e o vermelho do vinho...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Fugitiva

Sou fugitiva da minha própria memória.
Assasinei minhas lembranças
Sou procurada por minha própria mente
Que de tão grave o que fiz, oferece até reconpensa...
Qual será minha eterna sentença? ...
Um livro em branco, uma página vazia.
Nenhuma história pra contar.
Um amigo sem face
Nenhuma boca pra fazer sorrir, nenhum rosto pra beijar.
Histórias de amor sem recordações.
Aquilo que não conservei na memória.
Esqueci, bani, expulsei.
Já nem sei...
E agora sou prisioneira da minha razão!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Vende-se um amor.

Suas palavras tem data de validade.
Tem preço e código de barras.
Idéias comercializaveis...Pensamentos vendidos,
exigindo notas e recibos!
Compra! Vende! troca! Financia!
A quem dedica o seu amor?
Para aquela bela nota de cem?
Suspiro!
Para onde foram as promessas que me fizes-te?
Perderam-se entre a cara e a coroa daquela moeda vazia...
E o "para sempre" que me disses-te?
Entrou em decomposição junto com o papel daquela nota sem valor algum.
Olhos desconhecidos, mão frias, mente distante.
Perdido entre os livros nas prateleiras empoeradas.
Seu futuro, seu passado, nada sei.
Me encantei por palavras de uma história que não era minha.
Por conselhos que não foram dados pra mim, de um caminho que eu nunca percorri.
Me apaxonei pela intensidade de um conto de fadas chamado: "vida"!
Nesta bibliotaca vejo multidões, livros, histórias, sorrisos!
Mas nada ali me impressiona.
Meus olhos te procuram... te encontram. ME ESCONDO!
Por entre os livros, te observo...
O tempo para, o mundo congela.
Fujo!
Tarde de mais, estou sem mascara.
Sem pó de arroz para esconder a face.
Sem baton para esconder os medos.
Me encontras-te escondida entre os livros das prateleiras empoeradas.

Esse poema foi frito pro meu amigo "ex-oculto". :)

Grito calada.

Grito calada.
Grito por dentro
ensurdeço a alma.
Inquietante, angustiante, obscuro.
Quero um remédio pra fazer o silêncio falar mais auto.
Para o meu calado coração entender.
Arranho o quadro, respiro fundo!
Pinto minhas unhas de vermelho.
Ranjo os dentes.
Seguro as lagrimas.
Finjo sorrisos.
Os mesmos sorrisos que pra mim são finjidos.
Todas as portas abertas
Mas eu me tranco no quarto
Apago a luzAdormeço.
Encontro finalmente a paz.
Rasguei com a lança do destino o lençol que separa o sonho da realidade na cama da vida.
Agora estou sem limites.
Posso gritar, o mas auto que puder.A
AAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH.

pronto acabo.UHSDUDHUSDHUSHDUHSUHDU
sei que está meio sem nexo, mas meio sem nexo é o que estou sentindo!

Conto que o David fez em cima da minha poesia de ontem!

Procurou na mochila o pouco que achou ter restado da inocência. O que encontrou? Um frasco quase vazio. Contia apenas uma gota lilás cintilante. Colocou-o novamente na mochila, repousando-a no chão coberto por seus bichos de pelúcia. Rasgados. Espalhados. Pedindo um perdão febril e angustiante. Todas sabiam que ela tinha pressa.Tinha pressa de pegar a estrada e andar sem medo. Tanto que despiu-se do relógio quebrado. Sentia-se dona do próprio tempo e do Espaço. Espaço este que agora ela contemplava com carinho. Jogou-se ao lado da mochila, imaginando-se deitada nas estrelas, sonhando com a madrugadaque talvez estivesse chegando, ou mesmo indo-se com a lufada triste que soprava.Pensou no por do sol escondido pelos prédios cinzas, tão cheios de solidão e tão vázios de sentimentos. Fechou os olhos e viu a lua. Seus olhos eram as cortinas que ocultavam a dama prata dos céus noturnos.Contudo, lembrou-se que tinha pressa. Não sabia porque. Sabia que era necessário. Era sua unica possibilidade desde que descobriu numa manhã de ressaca que possuia um lindo par de asas. Quando havia esquecido que era um anjo? E quando anjostinham sexo? Não sabia responder. Não porque não sabia realmente, mas não queria. Perguntas são apenas perguntas, elas que devem procurar o seu par de respostaColocou a mochila nas costas, de modo que não a incomodasse quando batesse as asas e encontra-se o céu. Antes, pegou o frasco quase vazio e olhou mais uma vez a gota lilás cintilante. Aquela gota era o destino. Este sim, pensou, cheio de possibilidades. Todas couberam nas suas asas de um amor eterno. Um amor sem inocência.