É tão fácil dizer, as palavras voam...
Sei que existo, insisto nos erros.
Morro e renasço mil vezes em um só instinto.
Me entrego ao tempo, calma e impassiva.
Singelo encanto, voando, voando...
Como as palavras, soando, soando... em vozes lacivas!
O tempo nunca é o mesmo, o universo expande assim como sua mente.
E por mais puro que for seu caminho, levarás meu canto,
e mesmo escolhendo correr em encruzilhadas, ainda é incapaz de parar o ciclo.
Infinito, infinito.
Enfim, os tempos são outros.
terça-feira, 31 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Lagos dormem, nenhum vento balança o horizonte.
Estou parada nas relvas de um talvez.
Talvez o dia chegue,
talvez um dia mude.
Talvez a realidade do presente seja a única coisa que tenho em minhas mãos.
Abraço a tristeza, como o que fosse minha única vontade.
Perco a esperança como quem deixa o mundo cair ao chão.
O cenário vai mudando, derrepente já não estou em mim, visto mil mascaras
e não consigo tira-las como quem quer ser tudo e todos em um único segundo.
Como quem veste a imensidão, mas consegue ser apenas um grao de areia.
Vivo esperando o dia aonde guardo os meus planos.
Sinto o sabor das minhas histórias.
Tenho o agora, sinto o agora, sou o agora.
Estou parada nas relvas de um talvez.
Talvez o dia chegue,
talvez um dia mude.
Talvez a realidade do presente seja a única coisa que tenho em minhas mãos.
Abraço a tristeza, como o que fosse minha única vontade.
Perco a esperança como quem deixa o mundo cair ao chão.
O cenário vai mudando, derrepente já não estou em mim, visto mil mascaras
e não consigo tira-las como quem quer ser tudo e todos em um único segundo.
Como quem veste a imensidão, mas consegue ser apenas um grao de areia.
Vivo esperando o dia aonde guardo os meus planos.
Sinto o sabor das minhas histórias.
Tenho o agora, sinto o agora, sou o agora.
sábado, 14 de maio de 2011
Casulo
A quimera corre de meu peito, atravessa as estações, desperta do tempo o caminho de encruzilhadas que rodam meu sono.
Ainda gosto de transformar tristeza em poesia.
Neste atalho em que me agarro com todas as forças não encontro uma flor sequer...
Ainda sou quem delira e desespera.
E não restou nem um canto de primavera em seu vestido.
A cor de seus olhos eram os mais distantes que refletiu.
Na tentativa insesante de minha alma de provar o gosto do amor.
Ainda gosto de transformar tristeza em poesia.
Neste atalho em que me agarro com todas as forças não encontro uma flor sequer...
Ainda sou quem delira e desespera.
E não restou nem um canto de primavera em seu vestido.
A cor de seus olhos eram os mais distantes que refletiu.
Na tentativa insesante de minha alma de provar o gosto do amor.
domingo, 14 de novembro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Pintura - Tinta Acrilica - Obra em andamento - 2010
Trabalho de: Calini Detoni/Erick Alexsander Leffer)
Ainda não tinha trabalhado com tinta acrilica, adorei, foi uma ótima experiencia,
as coisas derrepente foram tomando forma, tanto na tela quanto em minha mente.
Aquela mistura de cores, de diferentes tons, elas gritam como quem quizesse dizer que elas são cores únicas, e disputando admirição de olhares... cores que brigam, se entendem, conversam, existe vida naquele quadro!!
"O vento esta cantando esta noite
Ele esconde seus passos, anda nas pontinhas dos pés por entre as folhas.
O sinto nas pontas dos dedos, o sinto bagunçando os meus cabelos.
O sinto acariciando minha pele, triste de mim o vento não poder levar de meus lábios
as palavras que lhe ofereço..."
(Poesia de: Calini Detoni)
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Esquizo
Prefiro ficar na minha esquizofrenia do que continuar caminhando nas ruas do caos.
Seres estranhos nós somos, compartilhamos o pão, o vinho, as idéias, o invento.
Eu ainda estou aqui e o tempo corre em minha frente.
Ainda há fragmentos de realidade nesse esquizo.
Ainda somos robôs com peças e engrenagens.
Reticencias nas letras, enfase no submundo;
Não carecemos de visão, mas ainda somos cegos.
Seres estranhos nós somos, compartilhamos o pão, o vinho, as idéias, o invento.
Eu ainda estou aqui e o tempo corre em minha frente.
Ainda há fragmentos de realidade nesse esquizo.
Ainda somos robôs com peças e engrenagens.
Reticencias nas letras, enfase no submundo;
Não carecemos de visão, mas ainda somos cegos.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Arvore do conhecimento

Exposição do Brechó Mandrake na Lagoa da Conceição.
Ao entendimento submerso em brasas, confundo ritos, entranhas, movimento.
Mastigo versos, insanidade mandibular.
Queimo poesias de amores antigos.
Ainda insisto, ainda mudo, insisto.
Tagarelo e calo.
E no meu silêncio solto o mais intenso grito(pra dentro).
Minhas fraquezas, são meu espinhos.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Me sinto mais próxima de qualquer loucura.
Mais proxima de mim. Meu labirinto, minhas ramificações.
As opiniões, os conceitos prontos, a propaganda de freiras comendo terços na
televisão, pouco influem no meu comportamento. Eu critico, vaio e transgrido.
Transgrito a um tempo em que eu mesma não me importava.Pra ver talvez em que ponto eu errei.
Ali, no passado, naquele filme imaginario de fragmentos. Alí naquele vestigo de "quem sabe".
"quem sabe" se eu pudesse voltar no tempo e concertar meus próprios medos(talvez seria diferente),
até mesmo aquelemedo de escuro infantil.
Hoje os medos são diferentes, medo de olhar nos olhos, medo da má
aceitação, medo de rejeição, medo das próprias vaias que pra mim eram tão necessarias pra
tornar de mim um compartimento do que sou hoje. Medo de sentir a vida com o que ela nos oferece,
cada segundo único e irreversivel.
Quem sabe algum dia eu consiga uma cura pra esse veneno, essa anestesia em massa, esse orgulho
que não nos permite sentir por medo, covardia, e talvez cansaço.
Tenho que aprender a pensar em silêncio, tenho uma certa necessidade de tentar transparecer
as idéias, mais pra quê?
TAlvez amanhã eu pense diferente. Minhas palavras são tão frageis que se quebram e desmontam no meio do caminho.
Pedaços de letras se misturam umas com as outras, formam minhas verdades, ainda por cima elas ganharam vida,
e deram na telha de brigar entre si.
Mas não esqueço o que senti naquela manhã, algo parecido com vazio, sempre parece que levam um pedaço enorme de
mim ao fecharem a porta, ao deixarem aquela sensação de adeus. Aquela sensação que só o "nunca mais"
naquele tom reflexivo poderia gaguejar.
Mais proxima de mim. Meu labirinto, minhas ramificações.
As opiniões, os conceitos prontos, a propaganda de freiras comendo terços na
televisão, pouco influem no meu comportamento. Eu critico, vaio e transgrido.
Transgrito a um tempo em que eu mesma não me importava.Pra ver talvez em que ponto eu errei.
Ali, no passado, naquele filme imaginario de fragmentos. Alí naquele vestigo de "quem sabe".
"quem sabe" se eu pudesse voltar no tempo e concertar meus próprios medos(talvez seria diferente),
até mesmo aquelemedo de escuro infantil.
Hoje os medos são diferentes, medo de olhar nos olhos, medo da má
aceitação, medo de rejeição, medo das próprias vaias que pra mim eram tão necessarias pra
tornar de mim um compartimento do que sou hoje. Medo de sentir a vida com o que ela nos oferece,
cada segundo único e irreversivel.
Quem sabe algum dia eu consiga uma cura pra esse veneno, essa anestesia em massa, esse orgulho
que não nos permite sentir por medo, covardia, e talvez cansaço.
Tenho que aprender a pensar em silêncio, tenho uma certa necessidade de tentar transparecer
as idéias, mais pra quê?
TAlvez amanhã eu pense diferente. Minhas palavras são tão frageis que se quebram e desmontam no meio do caminho.
Pedaços de letras se misturam umas com as outras, formam minhas verdades, ainda por cima elas ganharam vida,
e deram na telha de brigar entre si.
Mas não esqueço o que senti naquela manhã, algo parecido com vazio, sempre parece que levam um pedaço enorme de
mim ao fecharem a porta, ao deixarem aquela sensação de adeus. Aquela sensação que só o "nunca mais"
naquele tom reflexivo poderia gaguejar.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Sarau boca de cena
quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Azul-escarlate,nuvens acopladas em compartimentos
quase caixas, ordem, obrigação...
e se eu quizer um livro só de gravuras...
Devaneio do incontrolavel,
tempestade em um pedaço do mundo,
em mim apenas chovo...
paraiso e magnetismo.
Frascos de inocência quase vazios,
aquele liquido lilas cintilante...
dancei com as folhas o tango invernal
das sombras me perdia...
rolei nas flores enriquecendo sorrisos.
Abraçando a vida com uma saudade distante.
Libertando meu caos das correntes desvairadas.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Quantos medos me afastam de mim, verdades mentirosas, contraditórias.
Janelas fechadas, portas escancaradas, corro fungindo, mas sempre alcanço a mim.
Um copo entorpecido, um delirio irrustido.
Mil traços, confusão ou sentido.
A solidão me enlouquece, a compania me frusta, a multidão me assusta, a sociedade me engole, a caneta me rouba as idéias, as define, as organiza, e porque afinal serei fiel aquela velha cardeneta esquecida?
Mil linhas em sua face, milhôes de expressões por segundo, mil estranhas caracteristicas desconhecidas.
A formula dos seus sentidos, tão claros quanto um enigma.
Razões obvias, contentamento absurdo.
Mil frases ilógicas, escrever no escuro...
Espero, envelheço, desespero...
Um assovio distante, um batucar mecânico, quase quadrado...
ritmo estranho.
Janelas fechadas, portas escancaradas, corro fungindo, mas sempre alcanço a mim.
Um copo entorpecido, um delirio irrustido.
Mil traços, confusão ou sentido.
A solidão me enlouquece, a compania me frusta, a multidão me assusta, a sociedade me engole, a caneta me rouba as idéias, as define, as organiza, e porque afinal serei fiel aquela velha cardeneta esquecida?
Mil linhas em sua face, milhôes de expressões por segundo, mil estranhas caracteristicas desconhecidas.
A formula dos seus sentidos, tão claros quanto um enigma.
Razões obvias, contentamento absurdo.
Mil frases ilógicas, escrever no escuro...
Espero, envelheço, desespero...
Um assovio distante, um batucar mecânico, quase quadrado...
ritmo estranho.
domingo, 4 de julho de 2010
Ela foi poralí...
Ele corre com as pernas,
ela com as palavras,
tudo bem tropeçar nas sílabas?
Ele acerta os pontos, as virgulas,
os sustenidos...
ELa erra o compaço,
bagunça as frases, sente o abstrato.
Ele resolve problemas,
sabe as perguntas,
argumenta o impossivel...
Ela clama por asas,
reclama a gravidade,
sorri com as folhas no chão.
Ele a concreta virtude,
ela o delírio repentino,
ele razão, ela o sentir...
Ele toca o silêncio,
ela suspira...
Ele raizes em terra firme,
ela cambaleia no vento à flutuar...
Ele premissas, proposições lógicas,
ela esfinge, contos, mitos e poesia.
Ele real ela cega.
Tudo bem cair no infinito?
Ele calmo, ela impulssiva...
ele no inverno, ela perdida
no tempo das estações...
Ele um tom de cada vez,
ela com MI, se LÁ, que DÓ.
ela com as palavras,
tudo bem tropeçar nas sílabas?
Ele acerta os pontos, as virgulas,
os sustenidos...
ELa erra o compaço,
bagunça as frases, sente o abstrato.
Ele resolve problemas,
sabe as perguntas,
argumenta o impossivel...
Ela clama por asas,
reclama a gravidade,
sorri com as folhas no chão.
Ele a concreta virtude,
ela o delírio repentino,
ele razão, ela o sentir...
Ele toca o silêncio,
ela suspira...
Ele raizes em terra firme,
ela cambaleia no vento à flutuar...
Ele premissas, proposições lógicas,
ela esfinge, contos, mitos e poesia.
Ele real ela cega.
Tudo bem cair no infinito?
Ele calmo, ela impulssiva...
ele no inverno, ela perdida
no tempo das estações...
Ele um tom de cada vez,
ela com MI, se LÁ, que DÓ.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Tirei a máscara, me vi sorrindo, o sol quase deixava de tocar o solo que piso.
Ouvi um sino, depois um grito... tenho que escolher um personagem rápido pois tenho
pressa a sair.
Sinto grilos andando na minha cabeça.
A intensidade permaneceu calada, as respostas prontas não tiram nenhuma dúvida sequer.
Me iludo com o impossivel, crio seres de papel e tinta, com eles permaneço um diálogo mudo.
Um jogo de sombras na luz do acaso, furar os olhos do destino e seguir cega.
Tá tudo errado, tem pontos de interrogação até aonde devia ter virgulas.
Enfim, hoje tem cheiro de junho, e tem uma lua magnifica me esperando pra dançar.
Ouvi um sino, depois um grito... tenho que escolher um personagem rápido pois tenho
pressa a sair.
Sinto grilos andando na minha cabeça.
A intensidade permaneceu calada, as respostas prontas não tiram nenhuma dúvida sequer.
Me iludo com o impossivel, crio seres de papel e tinta, com eles permaneço um diálogo mudo.
Um jogo de sombras na luz do acaso, furar os olhos do destino e seguir cega.
Tá tudo errado, tem pontos de interrogação até aonde devia ter virgulas.
Enfim, hoje tem cheiro de junho, e tem uma lua magnifica me esperando pra dançar.
terça-feira, 25 de maio de 2010
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