Me sinto mais próxima de qualquer loucura.
Mais proxima de mim. Meu labirinto, minhas ramificações.
As opiniões, os conceitos prontos, a propaganda de freiras comendo terços na
televisão, pouco influem no meu comportamento. Eu critico, vaio e transgrido.
Transgrito a um tempo em que eu mesma não me importava.Pra ver talvez em que ponto eu errei.
Ali, no passado, naquele filme imaginario de fragmentos. Alí naquele vestigo de "quem sabe".
"quem sabe" se eu pudesse voltar no tempo e concertar meus próprios medos(talvez seria diferente),
até mesmo aquelemedo de escuro infantil.
Hoje os medos são diferentes, medo de olhar nos olhos, medo da má
aceitação, medo de rejeição, medo das próprias vaias que pra mim eram tão necessarias pra
tornar de mim um compartimento do que sou hoje. Medo de sentir a vida com o que ela nos oferece,
cada segundo único e irreversivel.
Quem sabe algum dia eu consiga uma cura pra esse veneno, essa anestesia em massa, esse orgulho
que não nos permite sentir por medo, covardia, e talvez cansaço.
Tenho que aprender a pensar em silêncio, tenho uma certa necessidade de tentar transparecer
as idéias, mais pra quê?
TAlvez amanhã eu pense diferente. Minhas palavras são tão frageis que se quebram e desmontam no meio do caminho.
Pedaços de letras se misturam umas com as outras, formam minhas verdades, ainda por cima elas ganharam vida,
e deram na telha de brigar entre si.
Mas não esqueço o que senti naquela manhã, algo parecido com vazio, sempre parece que levam um pedaço enorme de
mim ao fecharem a porta, ao deixarem aquela sensação de adeus. Aquela sensação que só o "nunca mais"
naquele tom reflexivo poderia gaguejar.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Sarau boca de cena
quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Azul-escarlate,nuvens acopladas em compartimentos
quase caixas, ordem, obrigação...
e se eu quizer um livro só de gravuras...
Devaneio do incontrolavel,
tempestade em um pedaço do mundo,
em mim apenas chovo...
paraiso e magnetismo.
Frascos de inocência quase vazios,
aquele liquido lilas cintilante...
dancei com as folhas o tango invernal
das sombras me perdia...
rolei nas flores enriquecendo sorrisos.
Abraçando a vida com uma saudade distante.
Libertando meu caos das correntes desvairadas.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Quantos medos me afastam de mim, verdades mentirosas, contraditórias.
Janelas fechadas, portas escancaradas, corro fungindo, mas sempre alcanço a mim.
Um copo entorpecido, um delirio irrustido.
Mil traços, confusão ou sentido.
A solidão me enlouquece, a compania me frusta, a multidão me assusta, a sociedade me engole, a caneta me rouba as idéias, as define, as organiza, e porque afinal serei fiel aquela velha cardeneta esquecida?
Mil linhas em sua face, milhôes de expressões por segundo, mil estranhas caracteristicas desconhecidas.
A formula dos seus sentidos, tão claros quanto um enigma.
Razões obvias, contentamento absurdo.
Mil frases ilógicas, escrever no escuro...
Espero, envelheço, desespero...
Um assovio distante, um batucar mecânico, quase quadrado...
ritmo estranho.
Janelas fechadas, portas escancaradas, corro fungindo, mas sempre alcanço a mim.
Um copo entorpecido, um delirio irrustido.
Mil traços, confusão ou sentido.
A solidão me enlouquece, a compania me frusta, a multidão me assusta, a sociedade me engole, a caneta me rouba as idéias, as define, as organiza, e porque afinal serei fiel aquela velha cardeneta esquecida?
Mil linhas em sua face, milhôes de expressões por segundo, mil estranhas caracteristicas desconhecidas.
A formula dos seus sentidos, tão claros quanto um enigma.
Razões obvias, contentamento absurdo.
Mil frases ilógicas, escrever no escuro...
Espero, envelheço, desespero...
Um assovio distante, um batucar mecânico, quase quadrado...
ritmo estranho.
domingo, 4 de julho de 2010
Ela foi poralí...
Ele corre com as pernas,
ela com as palavras,
tudo bem tropeçar nas sílabas?
Ele acerta os pontos, as virgulas,
os sustenidos...
ELa erra o compaço,
bagunça as frases, sente o abstrato.
Ele resolve problemas,
sabe as perguntas,
argumenta o impossivel...
Ela clama por asas,
reclama a gravidade,
sorri com as folhas no chão.
Ele a concreta virtude,
ela o delírio repentino,
ele razão, ela o sentir...
Ele toca o silêncio,
ela suspira...
Ele raizes em terra firme,
ela cambaleia no vento à flutuar...
Ele premissas, proposições lógicas,
ela esfinge, contos, mitos e poesia.
Ele real ela cega.
Tudo bem cair no infinito?
Ele calmo, ela impulssiva...
ele no inverno, ela perdida
no tempo das estações...
Ele um tom de cada vez,
ela com MI, se LÁ, que DÓ.
ela com as palavras,
tudo bem tropeçar nas sílabas?
Ele acerta os pontos, as virgulas,
os sustenidos...
ELa erra o compaço,
bagunça as frases, sente o abstrato.
Ele resolve problemas,
sabe as perguntas,
argumenta o impossivel...
Ela clama por asas,
reclama a gravidade,
sorri com as folhas no chão.
Ele a concreta virtude,
ela o delírio repentino,
ele razão, ela o sentir...
Ele toca o silêncio,
ela suspira...
Ele raizes em terra firme,
ela cambaleia no vento à flutuar...
Ele premissas, proposições lógicas,
ela esfinge, contos, mitos e poesia.
Ele real ela cega.
Tudo bem cair no infinito?
Ele calmo, ela impulssiva...
ele no inverno, ela perdida
no tempo das estações...
Ele um tom de cada vez,
ela com MI, se LÁ, que DÓ.
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