Passa tudo em minha cabeça feito fleches de luz, e
lembranças apagadas. a vida inteira, vivi em meio a poetas bebados,
cantores, compositores, revolucionarios, pessoas incriveis, com idéias fulminantes,
olhares esperançosos, mãos apertadas pela luta, e as vezes pela calma da música
que transpira e grita conforme os compaços da vida. Não sei porque, nunca fui muito
apegada a minha familia, e só me dei conta de que quero eles por perto quando me veio
a idéia de que algum dia poderia perde-los. É esse o sentido da vida, dar valor as
pessoas e as coisas simples e sinceras. A maldade está nos olhos de quem vê e de quem acredita
nela. Todos nós temos nossos proprios motivos unicos, pessoais e intransferiveis pra agir de certa
forma. Isso forma sua pesonalidade, um conjunto do que você aprendeu, vivenciou, e escolheu.
Se fosse pra mim premeditar a minha vida a partir de agora, planejar um futuro de curto ou longo prazo
não saberia o que dizer. A vida da tantas voltas, e acontece tanta coisa nesse caminho que
mudam completamente o curso dos seus planos, que já até desisti de traçar a linha que tece o destino.
Só me vem uma culpa imensa por estar envelhecendo, pelo tempo estar passando, pelo mundo estar correndo
quando eu queria estar apenas andando. Ai você chora, faz poesia, inventa musicas, pinta,
teatro, malabares, qualquer coisa pra ocupar a sua mente.O que eu mais gosto são as cachoeiras,
elas tem uma mágia surreal, nelas eu me sinto completa, tem
flores, borboletas, pedras de todos os tamanhos e formas, fico em paz em lugares assim, e fico admirando como quem
quizesse ficar pra sempre e me entregar a essa paixão pela água, pela terra, e por tudo vivo que existe em mim, e nela.
Talvez elas sejam o sangue que pulsa nas veias do mundo. Talvez a terra seja o coração do universo. Pelo menos do meu.
Se eu jogar as poesias pela janela com raiva, elas sairão voando! Tentei voar junto com elas, cai do telhado, quebrei
meus ossos. A consequencia de não ter asas quando se quer voar. Hoje sonhei que voava insanamente, tanto que não queria
acordar e dormi a tarde inteira. Pobre boneca, corda sempre em um novo sonho.
Se o desejo não falasse tão mais auto quanto as palavras.
Entenderia um elo de lealdade, pelo simples olhar singelo de uma paisagem distante. Entenderia a vespera de saudade plena.
Mas dizem poemas que a humanidade é fera, e que também deviamos sentir tal necessidade de ser fera. Não quero.
Minhas feras já são subversivas de mais pra mim encorpora-las. Mas porque a realidade sempre pesa e pondera
na existencia? Só não deixe a estranheza virar solidão. Eu não sei se é um erro ou uma virtude mas eu vejo tudo em
detalhes, enquanto todo mundo está reparando nas mesmas coisas... a imagem. Eu me preocupo com gostos, sabores, cheiros,
um ponto no incerto, um dedo no acaso, um detalhe, esvaido no canto da memória. Gosto de ter meus ponto de vistas e não
de viver o dos outros. As pessoas tem que aproveitar meu estado de loucura, porque é minha forma mais sincera de ser.
Mas elas também tem que entender essa forma de loucura, com uma compreenção suprema, poucos conseguem. Quase ninguem
pra ser sincera. Eu não gosto dessa sensação terrivel de que está todo mundo agindo cada um por si. Travo batalhas comigo
mesma. Uma guerra de espadas. Remexo o saco de escolhas... sempre quero as mais coloridas, as mais gostosas e vividas.
Não preciso de um juiz para os meus atos, um Deus, tenho minha conciencia pra medir meu senso de justiça. Minha memória
já é o suficiente pra eu me auto punir pelos meus crimes e pecados. Julgamentos alheios são futeis e insensiveis diante
do momento no qual vivi, e motivos aparentes pra tal ato.
Não sei se quero ser normal, não consigo me imaginar como um boi seguindo uma manada.
Quero que a lua me ajude a esquecer.
Eu poderia dizer milhoes de coisas, ou não dizer nada, de nada adiantaria.
Minha poesia? ninguem ouvia por mais que berrasse...
Cade aquele tempo aonde eu gritava meus incomformismos?
domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 13 de março de 2010
Minotauro
Hoje acordei com uma dor estranha em mim, fiz varios filtros dos sonhos nesses ultimos dias, mas nenhum dele foi capaz de segurar este pesadelo. Veio em mim uma angustia gelada, indefinivel, indecifravel, invefavel ao acordar, e escrevi isto!
"Meu coração é um labirinto mudo.
Há um único habitante,
O Minotauro com suas vestes negras, nesse sonho grego
todos tentam chegar ao seu patamar, mas ninguem nunca
foi capaz de entender o seu dominio.
Na distração dos Deuses com os meros mortais, fiquei
presa na torre mais alta.
No topo do esplendor do céu.
Nesse encanto solitário, me movo entre os jardins silvestres e lilases da alma,
vejo com meus olhos imperfeitos o desenrolar dessa existencia infinita.
Metade homem, metade touro, leva meu reino na palma da mão, brinca com seus dedos no cintilar da minha tristeza.
Enfim, cansada, fecho a caixa de Pandora, e deixo meus monstros no escuro."
"Meu coração é um labirinto mudo.
Há um único habitante,
O Minotauro com suas vestes negras, nesse sonho grego
todos tentam chegar ao seu patamar, mas ninguem nunca
foi capaz de entender o seu dominio.
Na distração dos Deuses com os meros mortais, fiquei
presa na torre mais alta.
No topo do esplendor do céu.
Nesse encanto solitário, me movo entre os jardins silvestres e lilases da alma,
vejo com meus olhos imperfeitos o desenrolar dessa existencia infinita.
Metade homem, metade touro, leva meu reino na palma da mão, brinca com seus dedos no cintilar da minha tristeza.
Enfim, cansada, fecho a caixa de Pandora, e deixo meus monstros no escuro."
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Faz poesia.
A lua havia se posto, mas atrás das montanhas estrelas cintilantes faiscavam.
Um saleiro mágico despejara no céu minusculos grãos de luz.
E no fim da noite percebo que minha história é um longo rabisco abstrato e colorido.
"Eu não sabia, que um dia era flor e outra hora me ferira"
Um saleiro mágico despejara no céu minusculos grãos de luz.
E no fim da noite percebo que minha história é um longo rabisco abstrato e colorido.
"Eu não sabia, que um dia era flor e outra hora me ferira"
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
só isso?
cada face, um universo diferente se revela
tantos como o meu, tantos como ninguem
tantos unicos, tantos como indifetentes
próximos, distantes,
depende do ponto de vista
depende do espelho que o observa
por fora é angulo, iluminação,
cores remotas, claras, escuras,
linhas invisiveis,traços mortos,tamanhos variaveis
formas abstratas
é volume, peso, medidas
é cheiro, olhar, gesto
é toque, é gosto, degustação
é libido, é prazer, é pecado, é desejo, é vaidade
é os pés voando, ou preso ao chão
Por fora é CPF, identidade, numeros
é um loggin, uma senha,
é um sussuro.
Por dentro, o indecifravel, o escuro, o silencio.
O inexplicavel.
Eu estava tão acostumada a esperar apenas coisas
extraordinárias que me parece bastante monótodo e
estúpido que a vida continuasse no seu ritmo normal.
tantos como o meu, tantos como ninguem
tantos unicos, tantos como indifetentes
próximos, distantes,
depende do ponto de vista
depende do espelho que o observa
por fora é angulo, iluminação,
cores remotas, claras, escuras,
linhas invisiveis,traços mortos,tamanhos variaveis
formas abstratas
é volume, peso, medidas
é cheiro, olhar, gesto
é toque, é gosto, degustação
é libido, é prazer, é pecado, é desejo, é vaidade
é os pés voando, ou preso ao chão
Por fora é CPF, identidade, numeros
é um loggin, uma senha,
é um sussuro.
Por dentro, o indecifravel, o escuro, o silencio.
O inexplicavel.
Eu estava tão acostumada a esperar apenas coisas
extraordinárias que me parece bastante monótodo e
estúpido que a vida continuasse no seu ritmo normal.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Viva.
Quero um abraço hoje.
Quero tocar a lua, e brilhar como as estrelas do seu céu.
Quero sentir arrepios com o suave toque de suas mãos em meu rosto.
Quero fechar os olhos e sentir um beijo.
Quero poder rolar na grama, sentir os graos de alegria que grudam em meu corpo.
Quero abraçar o mar, e sentir que ele é meu, só meu.
Quero correr na chuva de mãos dadas.
Pena hoje, minhas asas terem me enganado.
Pena hoje meus sonhos serem mas pesados do que minhas asas conseguiriam carregar.
Pena hoje, minhas asas terem mentido pra mim.
Me levaram até você e depois eu senti o despertar de meu sono.
Pena hoje, a solidão não me deixar caminhar.
Hoje quero poder dançar, correr, dançar, me embebedar.
Hoje quero encontrar meu poeta, minha inspiração.
Hoje quero aquele amor que pulsa, vibra, transborda, enriquece.
Hoje quero que as flexas dos ponteiros, adiantem 10 dias do meu relógio, do meu tempo.
Quero flores coloridas nascendo no meu destino.
Quero a raiva, a furia, o delirio, qualquer coisa que me faça viva.
Quero tocar a lua, e brilhar como as estrelas do seu céu.
Quero sentir arrepios com o suave toque de suas mãos em meu rosto.
Quero fechar os olhos e sentir um beijo.
Quero poder rolar na grama, sentir os graos de alegria que grudam em meu corpo.
Quero abraçar o mar, e sentir que ele é meu, só meu.
Quero correr na chuva de mãos dadas.
Pena hoje, minhas asas terem me enganado.
Pena hoje meus sonhos serem mas pesados do que minhas asas conseguiriam carregar.
Pena hoje, minhas asas terem mentido pra mim.
Me levaram até você e depois eu senti o despertar de meu sono.
Pena hoje, a solidão não me deixar caminhar.
Hoje quero poder dançar, correr, dançar, me embebedar.
Hoje quero encontrar meu poeta, minha inspiração.
Hoje quero aquele amor que pulsa, vibra, transborda, enriquece.
Hoje quero que as flexas dos ponteiros, adiantem 10 dias do meu relógio, do meu tempo.
Quero flores coloridas nascendo no meu destino.
Quero a raiva, a furia, o delirio, qualquer coisa que me faça viva.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Ela sentia uma tensão nos nervos, nas veias,
um pulsar estranho,
ela sentia um aperto
como se tivessem arrancado algo
que estivera muito tempo ali
ela sentia arrepios contantes, como
se ela mesmo saisse de seu corpo por exatos segundos
a fio.
Ela se sentia tremendo, como se não tivesse
controle de seu próprio corpo
ela sentia vontades que ultrapassavam seu mero suspiro,
ela sentia seus dedos murmurando paixão
mas não sentia.
Mas as vivia, fingia como nunca havia fingido, inventava!
Ou fingia que não sentia, era indecifravel, nem ela mesma
sabia.
Suas unhas sempre roidas, as notas de seu violão
nem um sorriso tirava de seu rosto,
nem uma saudade serena em seu corpo.
Seu frio, ultrapassava as 3 cobertas que se sentira
aconchegada, congelava então o sussuro do vento em sua
memória.
Se escondia, em livros, filmes, cds,
com medo dos seus fantasmas.
seu silencio, gritava a melodia mais auta.
Mas ninguem ouvia.
Por favor grite mais auto!
um pulsar estranho,
ela sentia um aperto
como se tivessem arrancado algo
que estivera muito tempo ali
ela sentia arrepios contantes, como
se ela mesmo saisse de seu corpo por exatos segundos
a fio.
Ela se sentia tremendo, como se não tivesse
controle de seu próprio corpo
ela sentia vontades que ultrapassavam seu mero suspiro,
ela sentia seus dedos murmurando paixão
mas não sentia.
Mas as vivia, fingia como nunca havia fingido, inventava!
Ou fingia que não sentia, era indecifravel, nem ela mesma
sabia.
Suas unhas sempre roidas, as notas de seu violão
nem um sorriso tirava de seu rosto,
nem uma saudade serena em seu corpo.
Seu frio, ultrapassava as 3 cobertas que se sentira
aconchegada, congelava então o sussuro do vento em sua
memória.
Se escondia, em livros, filmes, cds,
com medo dos seus fantasmas.
seu silencio, gritava a melodia mais auta.
Mas ninguem ouvia.
Por favor grite mais auto!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
As vezes se apaixonavam por ela
Ela, porém decidiu nunca se apaixonar
Todo mundo sentiu o encanto de seus versos
mas ninguem realmente presenciou
a essencia de suas palavras
Todo mundo a via feliz com sorriso na face
enquanto entre quatro paredes
se esbaldava em lagrimas
Todo mundo a via inteira, enquanto ela
Despedaçava diante ao espelho
Alguns a chamavam de boneca, outros de monstro
dissimuladoe sem sentimentos
Passou a vida procurando o impossivel,
o encontrou, o perdeu, e viu que não
era tão impossivel assim
Correu atras de outros sorrisos
outras lagrimas, outro pôr do sol
Sem resposta então resolveu sentar e chorar,
quebrou os pratos, as xicaras,
Enfim, deixou cair ao chão tudo que sentia.
Ela, porém decidiu nunca se apaixonar
Todo mundo sentiu o encanto de seus versos
mas ninguem realmente presenciou
a essencia de suas palavras
Todo mundo a via feliz com sorriso na face
enquanto entre quatro paredes
se esbaldava em lagrimas
Todo mundo a via inteira, enquanto ela
Despedaçava diante ao espelho
Alguns a chamavam de boneca, outros de monstro
dissimuladoe sem sentimentos
Passou a vida procurando o impossivel,
o encontrou, o perdeu, e viu que não
era tão impossivel assim
Correu atras de outros sorrisos
outras lagrimas, outro pôr do sol
Sem resposta então resolveu sentar e chorar,
quebrou os pratos, as xicaras,
Enfim, deixou cair ao chão tudo que sentia.
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