Não tenho hora pra ir pra casa,
não tenho pontualidade pra voltar
meus ponteiros rodam devagar
no sentido da espera constante
Os segundos são anos...
os anos milenios
Mas eu sempre espero.
Espero.. alguem voltar, alguem vir...ir
os minutos ao ponto de onibus
Espero a música mais bela
e quando ela acaba busco outras notas.
Espero novamente...
A fila é imensa, a procura inevitavel...
A busca ainda mais.
Envelheço...
Alguns desistem, outros voltam os ponteiros
das lembranças escondidas nos túneis do tempo...
outros olham o trem das horas que nunca passa...
O tempo! tentei incansavelmente fugir, me esconder dele.
Ele sempre me encontra.
E eu sempre estarei te esperando.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Cortina
Eu queria um mar de rosas pra poder mergulhar a minha solidão.
Rosas vermelhas da intensidade que um dia foi minha paixão.
Assim como estou, é como se eu mostrasse meus mais lindos desenhos
a um cego, pois ninguem os olha realmente.
Lê-se meus poemas aos surdos, pois ninguem deposita uma pitada de
sentimento ao escuta-los.
Sinto apenas o silêncio da alma, dos passos indo embora
já distantes, deixam em seu passado aquela canção e ignoram meu amor
tão inquieto
por palavras, por gestos, não tenho mais olhares...
eu olho o vazio, o vazio já desviou o olhar de mim, me esqueceu.
Me encontro no ultimo degrau da escadaria...
Abro a porta e não encontro nada, ninguem está do outro lado
do espelho me esperando...
Abro de novo o livro das mentiras...
e alí, diante das quatro paredes que me aprisionam,
invento a lembrança de um beijo...
Radiante a noite, adormeço com um sorriso nos lábios.
Escondo minha tristeza, atras de cortinas que se chamam ilusão.
Rosas vermelhas da intensidade que um dia foi minha paixão.
Assim como estou, é como se eu mostrasse meus mais lindos desenhos
a um cego, pois ninguem os olha realmente.
Lê-se meus poemas aos surdos, pois ninguem deposita uma pitada de
sentimento ao escuta-los.
Sinto apenas o silêncio da alma, dos passos indo embora
já distantes, deixam em seu passado aquela canção e ignoram meu amor
tão inquieto
por palavras, por gestos, não tenho mais olhares...
eu olho o vazio, o vazio já desviou o olhar de mim, me esqueceu.
Me encontro no ultimo degrau da escadaria...
Abro a porta e não encontro nada, ninguem está do outro lado
do espelho me esperando...
Abro de novo o livro das mentiras...
e alí, diante das quatro paredes que me aprisionam,
invento a lembrança de um beijo...
Radiante a noite, adormeço com um sorriso nos lábios.
Escondo minha tristeza, atras de cortinas que se chamam ilusão.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Ontem a noite.
As gotas que transparecem os centimetros de emoção
arranharam a minha pele e fizeram arder em meu corpo
o suspiro do passado.
Apago o cigarro no cinzeiro, queimo minha alma com
as cinzas das lembranças de uma noite que toca a
melodia colorida e infinita da minha imaginação.
Desabo, caio, amanheço em um beco sem saída.
Tropeço nos meus planos, confundo as horas,
não sei em que dia, mês ou ano perdi minha paixão.
O tic-tac bate forte no peito.
Ando cuidadosamente com passos apertados na corda
bamba dos sonhos.
Minhas lagrimas hoje voam longe, e caem em um copo
de drink qualquer, no qual me entorpeço, e esqueço.
arranharam a minha pele e fizeram arder em meu corpo
o suspiro do passado.
Apago o cigarro no cinzeiro, queimo minha alma com
as cinzas das lembranças de uma noite que toca a
melodia colorida e infinita da minha imaginação.
Desabo, caio, amanheço em um beco sem saída.
Tropeço nos meus planos, confundo as horas,
não sei em que dia, mês ou ano perdi minha paixão.
O tic-tac bate forte no peito.
Ando cuidadosamente com passos apertados na corda
bamba dos sonhos.
Minhas lagrimas hoje voam longe, e caem em um copo
de drink qualquer, no qual me entorpeço, e esqueço.
terça-feira, 24 de março de 2009
Arlequin
Faço os traços da minha musica no chaotodo mundo dança,
sem sequer o som de um violão
o autor nos desenha,
faz nossas falas
e nós atuamos, e vivemos esse sonho de quadrinhos
Delirio se diverte, delira, se perde...
Sonho aparece e desaparece quando menos se espera...
A morte não leva ninguem consigo...
E o arlequin? Ah, o arlequin
Ele leiloa o rabo do diabo, bebe vinho de um submarino
esfumaçante, corre com todos os personagens,
puxa cada um deles com seu cajado,
pinta todos os lozangosde um azul claro...
E corremos todos juntos de mãos dadas.
sem sequer o som de um violão
o autor nos desenha,
faz nossas falas
e nós atuamos, e vivemos esse sonho de quadrinhos
Delirio se diverte, delira, se perde...
Sonho aparece e desaparece quando menos se espera...
A morte não leva ninguem consigo...
E o arlequin? Ah, o arlequin
Ele leiloa o rabo do diabo, bebe vinho de um submarino
esfumaçante, corre com todos os personagens,
puxa cada um deles com seu cajado,
pinta todos os lozangosde um azul claro...
E corremos todos juntos de mãos dadas.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Silence
Escrevo meus segredos no ar, quem sabe alguem me entenda.Me devolva em perfume, em vento, frio ou calor pra sentir na pele, o meu próprio castigo.Castigo daqueles que queimam e viram cinzas com pecados.Cantando com a voz do vento, me perco entre meu corpo e minha eterna sina. Fervendo em mim, soprando cinzas que voam e correm todas as dimenções, em busca do abismo mais perverso pra jogar sua vida.Dar o ultimo passo pra alcançar as nuvens e encontrar o seu céu.Cantar sozinha.. Pra um só insano ouvir , dançar e desfrutar da imensidão que minha melodia expressa.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Hoje eu não entendi o porquê.O que é mesmo que se perde quando nada se tem?Para escrever alguns tipos de coisa, eu tenho que tirar toda a roupa. Só assim, desnuda, totalmente, da mágoa, da raiva, do medo é que eu realmente consigo voltar para cá. Já tinha um texto pronto, mas textos prontos já foram escritos e são passado.Com tantos filmes e poesias na minha frente é natural que toda atriz se levante de pé e se ajoelhe sem pedir perdão. Eu nem sei se estou mesmo aqui. Eu posso ser mil e não existe outra igual. Mas cada vez que o perdão me clama, eu faço cinema, eu faço um filme em mim. E hoje quebrou meu espelho... rasgou minha pele, ultrapassou meu corpo,explodiu em minha alma, pulsou intensamente em cada veia que corre em mim.Consumiu-se em minhas lagrimas, percorreu meu silêncio, engasgou em cada palavra, andou na minha mente e memória.Uma vez virou poesia, outras vezes um simples desabafo que dói, e hoje finalmente foi embora, deixou seu cheiro que não mais inspira. A lembrança que não mais acalma.Apenas corroe, quebra, e atira pedras no meu espelho.
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