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sábado, 29 de novembro de 2008

Não sei porque, por mais que eu insista não consigo manter isso aqui atualizado.
Sempre encho esse bloco de palavras , frases, virgula e acentuação.
Mas logo apago tudo e desisto da idéia de escrever, e prefiro pensar em coisas inúteis.
Uma das coisas inuteis que me veio em mente, foi o fato das pessoas terem tanto preconceito com a palavra PRETO. Digo não preto como pessoa mas a cor em si.
Para o próprio dicionario preto; obscuro, escuro. Tenho vários amigos que usam preto e reclamam do fato de seus pai não gostarem desta tal cor. Cheguei a uma conclusão que apenas ligam ao fato de escuridão, o que não conseguem ver, o secreto, o que não é transparente aos olhos. E é aí aonde mora o perigo, na esquina, na noite, na madrugada. Assaltos, assassinatos, estupros, furtos, roubos, estorção, violência, corrupção, tudo isso acontece as escondidas, entre quatro paredes, no secreto silêncio bem de baixo dos nossos narizes, a sete palmos da terra, ou apenas a um metro de distância enquanto estamos dormindo. Acredito que temos um equilibrio entre o bem e o mal. O preto e o branco fazem parte do mesmo mundo, e universo e andam juntos lado a lado. Todos nós temos a mesma medida de maldade e de bondade, uns mostram mais e outros menos. Uns tranparecem nas nuvens e outros sze escondem em meio as trevas. Dependendo aonde se sente bem. melhor e feliz, não dependendo da idade, sexo, religião, identidade pessoal, RG ou CPF. Fazemos parte do mesmo mundo e assim como todas as cores,
o preto também faz parte do arco-iris do mundo. E como Heráclito disse; somos feitos de opostos. Se não tivessemos conhecido a felicidade não saberiamos o que é tristeza, se não conhecessemos a fome, não saberiamos o prazer em sacia-la. Todos nós temos segredos, todos nós temos algo que não contariamos pra ninguém. Pensamos muitas coisas nas quais não falamos. E isso pra mim, se chama escuridão. Algo que eu não sei, não imagino e nem enchergo.
O que você faz quando ninguem está olhando? Então o que quero dizer mesmo, é que no meio de todas as cores, o preto é tão essencial para a vida, quanto todas essas cores infinitas. E assim como o branco, tem a sua própria essencia.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

VENENO

Certa vez me disseram que o mundo não é mundo.
QUe a humanidade não é humana.
E que a vida é passageira.
Me disseram que Deus não existe.
Que é impossivel viver de sonhos, e que o amor é uma ilusão.
Me protegeram tanto da vida, das pessoas, do voo repleto e pleno da minha imaginação.
Que agora me encontro trancada dentro do quarto, sem saber o que é vida.
As paredes diminuem a cada segundo, parecem suforcar-me.
O tempo me rouba a juventude.
Mas sabe o que é isso?
Eu chamo de VENENO!!!!
Pro dicionario : tóxico, substancia que pode matar,
ou perturbar o organismo.
Pra mim, é falta de identidade, é ir pela cabeça dos outros, é acreditar nas mentiras inventadas por sei lá quem e não descobrir as suas próprias verdades.
É ficar trancada no quarto em um dia de sol, porque disseram que ele queima.
Sem saber o quao bom é sentir seu calor.
É não subir no muro porque te disseram que você pode cair.
Não sonhar porque disseram que vai se desepsionar.
É deixar de correr os riscos da VIDA porque alguem te ensinou que VOCÊ vai se machucar.
Mas eu saio, invento, corro, giro, bebo, e me encontro apenas no final do meu livro escrito pelas minhas próprias palavras.
Eu crio, invento, sigo as linhas da minha face que formam o meu sorriso.
Porque não importa o que digam, sempre vou cantar a minha musica, com a minha voz, minhas notas e minha alegria.
E do veneno do mundo, não beberei sequer uma gota.

domingo, 26 de outubro de 2008

Acordo visto minha melhor mascara, e saio pra vida como quem entra em um palco para atuar. Esquecendo o brilho dos olhos, a mágia dos meus próprios traços. Aos poucos estou me esquecendo lá dentro, afundando tanto dentro de mim e me perdendo nos cantos da existencia. Por favor me traga flores esta noite.

sábado, 4 de outubro de 2008

Um raio de luz percorre o silêncio do corpo.

E no oposto de tudo que vivemos, um sonho se tece em segredo.

O corpo então saindo de si, sorri pra si mesmo.

domingo, 27 de julho de 2008

Bolacha.

E dos olhos, encheu-se de lagrimas e de mágia.
Uma saudade infinita, e quando ao embarcar no onibus, a menina não deixou o vazio que outras tantas haviam deixado em seu caminho, em seu passado.
Mas deixou o caminho mais leve, que em tal momento fez-se acreditar que podia voar.
Ou ainda não sabia qual era a sua gravidade em que o amor o levaria ás estrelas.
Deixou a lembrança da promessa, em que a lua tão linda fez perder-se na dança que um dia a tinha ensinado.
Dos doces encantos das manhãs tão belas em que acordava com o calor de seu corpo.
E em sua memória, o brilho das gargalhadas de felicidade.
Ou apenas de saudade.
Dos braços e abraços que cabe a paixão.
Que jamais caberão em cada milimetro que os separam.
Que nesse exato momento os faz perder o sono.
Abraçar os traviseiros, morder os lençóis, levantar no meio da noite sem sabero que estão procurando, sem saber que o querem encontrar não esta ali agora.
Na certeza que um dia, estaremos juntos de novo.
E na certeza que na nossa música eu te amarei cada dia mais, a cada nota, a cada acorde, cada sustenido zunindo nos meus ouvidos e trazendo a lembrança dos seus beijos.
E lembrarei sempre de você a cada gota de vinho que atravessam meus labios, tingemmeu corpo antes de entrarem em minha veias, e causarem arrepios em meu corpo.
E te amarei a cada intensidade do sol, a cada desenho das nuvens, a cada forma do mundo, a cada sopro do vento que tras junto com ele teu cheiro.
E vou te esperar nos tuneis do tempo, a cada batida do relógio, cada tic-tac, a cada movimento dos ponteiros, sem saber que horas são, apenas sabendo que euestou te esperando.
Aqui e sempre.

Te amo muito.

(Calini Detoni)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Inocência

Encontrei então meus sonhos guardados ,
na caixinha de música de minha infância.
A bailarina que dança de acordo com o toque
de meus dedinhos inocentes de criança.
E deseja dançar como ela,
e encontrar então o seu par.
Jogue uma moeda na fonte,
faça um pedido do tamanho de seus segredos.
Um beijo.
Em um tempo em que eu ainda não tinha mascaras,
nem me escondia atrás dos meus medos.
Amarelinha, 1 2 3 4, cheguei ao meu céu.
Tão delicada menina.
Por favor, não apaguem as luzes,
ainda tenho medo de escuro e da solidão que o acompanha.
Pegue na minha mão pequenina,
vamos correr pra qualquer lugar e ver os desenhos das nuvens,
contar estrelas com as pontas dos dedos.
Pular, gritar, rodar... até cair e ver aonde perdi novamente,
a caixinha de música da minha infância.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Livres?

Hoje, estou em outro mundo.
Bem mais bonito e mágico no qual me encontro externamente.
Hoje me vi em uma rua sem saída, pisando em tijolos sem vida,
e vendo apenas prédios sem cores.
Hoje me peguei no mercado à uma da tarde olhando as prateleiras sem saber realmente o que estava procurando.
Olhando devagar para os produtos sem prestar atenção no que estava vendo, como se realmente não habitasse meu corpo, e a realidade que estou procurando estivesse apenas dentro de mim. Uma realidade inventada talvez.
Hoje percebi que não somos livres suficiente.
Somos cumplices do dinheiro, nessecitamos da comida, da roupa, do governo.
Dos cadernos e canetas pra expressar as mentes brilhantes.
Precisamos do ar pra respirar, da lei da gravidade pra manter os pés no chão, e pra criar raizes. Sem oportunidade nenhuma de sair e voar.
Precisamos do alcool pra aceitar a realidade.
Do tempo pra sentir saudade.
E da identidade pra sermos pessoas "livres", entre aspas mesmo.
Da água pra permenecer vivos.
Dependemos da idade, dos pais, da informação, da arte, da poesia, dos amigos pra sermos felizes.
E finalmente precisamos do amor, pra se sentirmos completos.

(Calini Detoni)