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domingo, 26 de outubro de 2008

Acordo visto minha melhor mascara, e saio pra vida como quem entra em um palco para atuar. Esquecendo o brilho dos olhos, a mágia dos meus próprios traços. Aos poucos estou me esquecendo lá dentro, afundando tanto dentro de mim e me perdendo nos cantos da existencia. Por favor me traga flores esta noite.

sábado, 4 de outubro de 2008

Um raio de luz percorre o silêncio do corpo.

E no oposto de tudo que vivemos, um sonho se tece em segredo.

O corpo então saindo de si, sorri pra si mesmo.

domingo, 27 de julho de 2008

Bolacha.

E dos olhos, encheu-se de lagrimas e de mágia.
Uma saudade infinita, e quando ao embarcar no onibus, a menina não deixou o vazio que outras tantas haviam deixado em seu caminho, em seu passado.
Mas deixou o caminho mais leve, que em tal momento fez-se acreditar que podia voar.
Ou ainda não sabia qual era a sua gravidade em que o amor o levaria ás estrelas.
Deixou a lembrança da promessa, em que a lua tão linda fez perder-se na dança que um dia a tinha ensinado.
Dos doces encantos das manhãs tão belas em que acordava com o calor de seu corpo.
E em sua memória, o brilho das gargalhadas de felicidade.
Ou apenas de saudade.
Dos braços e abraços que cabe a paixão.
Que jamais caberão em cada milimetro que os separam.
Que nesse exato momento os faz perder o sono.
Abraçar os traviseiros, morder os lençóis, levantar no meio da noite sem sabero que estão procurando, sem saber que o querem encontrar não esta ali agora.
Na certeza que um dia, estaremos juntos de novo.
E na certeza que na nossa música eu te amarei cada dia mais, a cada nota, a cada acorde, cada sustenido zunindo nos meus ouvidos e trazendo a lembrança dos seus beijos.
E lembrarei sempre de você a cada gota de vinho que atravessam meus labios, tingemmeu corpo antes de entrarem em minha veias, e causarem arrepios em meu corpo.
E te amarei a cada intensidade do sol, a cada desenho das nuvens, a cada forma do mundo, a cada sopro do vento que tras junto com ele teu cheiro.
E vou te esperar nos tuneis do tempo, a cada batida do relógio, cada tic-tac, a cada movimento dos ponteiros, sem saber que horas são, apenas sabendo que euestou te esperando.
Aqui e sempre.

Te amo muito.

(Calini Detoni)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Inocência

Encontrei então meus sonhos guardados ,
na caixinha de música de minha infância.
A bailarina que dança de acordo com o toque
de meus dedinhos inocentes de criança.
E deseja dançar como ela,
e encontrar então o seu par.
Jogue uma moeda na fonte,
faça um pedido do tamanho de seus segredos.
Um beijo.
Em um tempo em que eu ainda não tinha mascaras,
nem me escondia atrás dos meus medos.
Amarelinha, 1 2 3 4, cheguei ao meu céu.
Tão delicada menina.
Por favor, não apaguem as luzes,
ainda tenho medo de escuro e da solidão que o acompanha.
Pegue na minha mão pequenina,
vamos correr pra qualquer lugar e ver os desenhos das nuvens,
contar estrelas com as pontas dos dedos.
Pular, gritar, rodar... até cair e ver aonde perdi novamente,
a caixinha de música da minha infância.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Livres?

Hoje, estou em outro mundo.
Bem mais bonito e mágico no qual me encontro externamente.
Hoje me vi em uma rua sem saída, pisando em tijolos sem vida,
e vendo apenas prédios sem cores.
Hoje me peguei no mercado à uma da tarde olhando as prateleiras sem saber realmente o que estava procurando.
Olhando devagar para os produtos sem prestar atenção no que estava vendo, como se realmente não habitasse meu corpo, e a realidade que estou procurando estivesse apenas dentro de mim. Uma realidade inventada talvez.
Hoje percebi que não somos livres suficiente.
Somos cumplices do dinheiro, nessecitamos da comida, da roupa, do governo.
Dos cadernos e canetas pra expressar as mentes brilhantes.
Precisamos do ar pra respirar, da lei da gravidade pra manter os pés no chão, e pra criar raizes. Sem oportunidade nenhuma de sair e voar.
Precisamos do alcool pra aceitar a realidade.
Do tempo pra sentir saudade.
E da identidade pra sermos pessoas "livres", entre aspas mesmo.
Da água pra permenecer vivos.
Dependemos da idade, dos pais, da informação, da arte, da poesia, dos amigos pra sermos felizes.
E finalmente precisamos do amor, pra se sentirmos completos.

(Calini Detoni)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O contrario de amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Minha mãe não me põe rédeas, mas isso não significa que ela não ligue pra mim. Isso quer dizer, trocando em miúdos, que ela deixar eu fazer o que eu quiser, sair com quem eu quiser e voltar a hora que eu quiser; desde que fale prá ela onde eu tava e com quem tava. Por causa desse tipo de atitude da mamãe, de me dar liberdade e demonstrar extrema confiança em mim, é que somos muito mais amigas que mãe e filha. Ok, ela também tem seus momentos de ser uma mãe extremamente chata e irritante, mas ninguém é perfeito. Então, por causa dessa amizade e confiança que a gente tem, é normal que mamãe saiba todos os meus rolos e namoricos. Toda vez que eu falo pra ela que um cara me chamou pra ir em algum lugar, ela faz um puta interrogatório: ele fuma? ele bebe? ele trabalha em que? ele usa drogas?ele tem carro? você tem certeza que ele não mexe com drogas, né?
Essa semana eu descrevi pra ela a pessoa que eu iria sair(tirando sarro é claro só pra ver o que ela falaria): 40 anos, gente boa, cheio de tatuagens, bombado,cheio de esperma, fodíssimo e tambem é paraplégico.
E, dessa vez,como se fosse verdade minha mamãe se susteve em uma única pergunta:
- Mas pan... ele funciona? Hahaha, eu amo tanto a minha mãe!


Número de crises durante a semana, devido à aproximação da apresentação dos trabalhos: 175,9
Trabalhos apresentados: 2
Trabalhos valendo nota: 1
Aulas sem prestar atenção: 2
Livros lidos: 157 paginas de "Rota 66"
Livros lidos que não caem em nenhuma prova: 45 paginas de "Rilke - Em cartas a um jovem poeta
Número de pesquisas no wikipedia essa semana: 1
Folias do fim de semana: 3
Crises com o cabelo: 7
Pensamentos positivos em relação à vida: 97,8
Carros batidos por estarem falando ao telefone comigo: 1
Tempo em que tentei tira uma musica no violão: 0
SALDO: semana nada produtiva.